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publicada em 29/07/2018

Recorde, dignidade e idolatria: a estreia de Túlio pelo Atlético Carioca.

Quando o Atlético Carioca anunciou o acerto com Túlio Maravilha, atualmente com 49 anos, muita gente duvidou que o antigo artilheiro de Botafogo, Fluminense e Seleção Brasileira fosse mesmo estrear pelo clube, que dirá ser útil ao time estreante na Série C do Campeonato Carioca. Quase cinco meses se passaram até que o atacante se colocasse em forma para jogar a Quartona. Neste domingo (29), ele finalmente entrou em campo, após mais de 1.600 dias afastado dos gramados, colocando de lado a aposentadoria. E, contrariando muitas expectativas, passou longe de fazer feio.


O jogo contra o Brasileirinho, no Alzirão, já era esperado há tempos por exatamente marcar a estreia de Túlio pelo novato clube de São Gonçalo. Pouco menos de duas horas antes da bola rolar, lá estava ele, passando quase despercebido entre seus companheiros, trajado com o uniforme de viagem do clube. Só o boné, com a inscrição "#MilGolzitos" é que não o deixava anônimo. Mesmo em um momento em que poderia se beneficiar da fama e do sucesso, preferiu resguardar-se, mas sem abrir mão da irreverência que o ajudou a fazer fama nacional.

Túlio começou a treinar com o restante do elenco do Atlético apenas na semana da estreia. Havia uma grande expectativa por parte das mais de 400 pessoas (ao menos, em números oficiais) que compareceram ao Alziro de Almeida. Quando entrou em campo, vestindo a camisa 95, foi festejado pelas arquibancadas, onde se viam muitas camisas do Botafogo e até uma bandeira estendida. O que parecia impossível para os céticos era real: um cinquentão Túlio jogando a Quartona.

Fazendo história desde o primeiro minuto

Foi de Túlio o primeiro toque na bola da partida, quando o árbitro Daniel de Andrade autorizou o começo da peleja. Naquele momento, o atacante já quebrava um recorde: o de ser o jogador mais velho a atuar no profissionalismo carioca, com 49 anos, um mês e 27 dias. Seu estilo? Braçadeira de capitão e camisa para dentro do calção, como nos velhos tempos. Em jogo, o atacante também não mudou seu perfil, atuando dentro da área e esperando uma bola alçada. Mesmo assim, não deixou de ser participativo nos lances.


Túlio passou longe de ser fominha. Por vezes, saía da área para tentar um passe ou uma jogada trabalhada com os companheiros Geovane e João Victor. A marcação dos zagueiros do Brasileirinho, Carlos Vinicius e Timóteo, somados ao volante Alan, não lhe davam muito espaço. Com isso, ele não chegou a dar nenhum chute a gol, mas procurou deixar os parceiros em boas condições. Nos primeiros minutos, os jogadores do Atlético chegaram a tentar cavar pênaltis em pelo menos duas oportunidades, para deixar o veterano em condições de marcar, mas a arbitragem acertou ao ignorar os lances.

Se a bola pouco chegou, Túlio também não se cansou: mostrou uma boa forma física para alguém que já está à beira do meio-século de vida. Resistiu bem ao primeiro tempo, mesmo debaixo de sol. Apesar de todas as dificuldades, não havia como não se empolgar quando a bola se aproximava do camisa 95. Vez ou outra, surgiu o canto "Túlio Maravilha, nós gostamos de você". Aliás, talvez tenha sido pelo excesso de preocupação da zaga do Brasileirinho com o experiente centroavante que Lucas Costa tenha ficado sozinho para desviar uma cobrança de falta e marcar o que seria o único gol do jogo.

Na segunda etapa, o craque ficou mais sumido, já que o Brasileirinho voltou melhor após o intervalo, mas tocou na bola uma vez ou outra. Quando parecia que ficaria até o fim, Túlio foi substituído por Lalita, aos 35 minutos. Das arquibancadas, algumas vaias pela substituição. Afinal, todos queriam ver o "Gol Superação", mas ele parecia realmente longe de acontecer, ao menos neste domingo. Após o apito final, festa pela vitória do Atlético e muita tietagem sobre Túlio, que ficou quase meia-hora atendendo aos torcedores e dando autógrafos.


O tal "milésimo-primeiro gol" não saiu: foi apenas a segunda estreia por um clube do Rio em que Túlio não marcou. Mas não é nada que abale o craque. Depois do jogo, ele mesmo reconheceu que sempre promete gols, mas que marcá-los "é outra história". Seja como for, o veteraníssimo goleador foi capaz de deixar o campo de cabeça erguida. Um final mais justo com a história de um dos maiores artilheiros ainda em atividade no mundo.


Fonte: futrio.net





 

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